Mônica

Das pioneiras do graffiti na Bahia, Mônica Santos. Desde quando começou nunca parou e levou por todo Brasil e a Europa seu Toque Feminino no Graffiti.





Nome e idade? 
Monica Santos Reis, 33 anos.



Porque resolveu colocar esse nome?
Queria algo que fosse próprio e o nome Monica além de ser de registro também é um nome fantasia da turma da Mônica, já se encaixa como vulgo também.


 Desde que ano começou a graffitar?
 Desde 2005.

 Quais motivo a fez buscar o Graffiti?
 Saber que não tinha mulheres na cena salvador, vi a importância de estar nas ruas colorindo a cidade com um toque feminino embelezando, protestando, mostrando minha arte pra que através dos meus trabalhos as pessoas pudessem ver a mensagem que eu queria passar pras comunidades e periferia. 


Assina qual crew? Significado dela? 
Toque feminino Crew, beleza sensualidade e toque de mulher.


 Como você vê a cena do Graffiti na Bahia?
 Hoje a cena do grafite a cada dia vem fortalecendo, crescendo e a quantidade de mulheres aumenta cada vez mais e parte dos homens já incentivam e respeitam. O grafite tem sido uma forma de expressão muito grande na Bahia, várias técnicas e cores, com seus temas e personas sempre em forma de protesto. Eventos vem acontecendo sempre e os artistas tem sido bastante resistentes mesmo com a opressão dos guardas municipais e os cabeças grandes da prefeitura. Então venho batendo palmas pros artistas que mesmo apanhando e sendo oprimidos resistem.

Qual seu estilo?
 Personagens femininas e sensuais, sempre em luta pelo fim da violência doméstica e falando sobre o direito do seu corpo.


 Você acredita que ainda existe barreira pra graffitar na rua ? 
Sempre vai existir, até porque nem todos entendem a diferença de grafite e pixação.

Você já consegue viver plenamente do graffiti? 
Hoje vivo do grafite, ministro aulas de grafites e faço trabalho comercial. 

Desde que começou a graffitar até agora o que mudou e continua mudando no graffiti baiano? Mudou muitas coisas na minha vida, fui reconhecida nacionalmente e internacionalmente, tive várias oportunidades de fazer trocas de intercâmbio cultural, conheci vários estados do Brasil e Europa, participei de vários encontros de grafite, muitas pessoas evoluíram de lá pra cá, várias meninas começaram a grafitar e ganhamos nossos espaços na rua. Hoje posso dizer que o grafite mudou a minha vida!

Quais benefícios que o graffiti propôs pra sua vida? 
Dinheiro, amor, respeito e soronidade!! 

O que você tem a dizer pra sociedade sobre o Graffiti? 
O grafite é uma forma de expressão linda, que a sociedade aceite mais os nossos trabalhos nos muros das ruas, não deixe os políticos cobrirem nos seus muros, que todos podem ser um artista de rua, convidem mães, filhos e avós para sentir essa emoção de grafite também, porque podemos ser livres e fazer o que sentimos de fazer, não tenham medo de falar com a gente quando estivermos nos muros pintando, estamos lá à disposição do nosso público. Obrigada por tudo... Vamos pra rua,vamos pra onde nós quisermos!!









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