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SONHEI EU de olhos abertos e vendo o futuro um PESADELO DE
UM PINTOR, QUE CHEGAVA AOS PORTOS DA CIDADE com o o coração cheio de saudades e caíra em desgraça ao ver que que não via um muro pintado riscado, só via muros calados,
tudo na norma do cinza se achar rei e impedir
até o azul do céu de ser de vários tons. Olhei aquele céu envergonhado
com a ausência do arco Íris e desci com medo e receio pois na minha bagagem
carregava cores e unhas, arranhões de verdes e vermelhos bordo. Senti o receio da
repressão que me mataria por essa culpa, logo depois do primeiro calafrio de
cinza o medo me ocorreu e eu me senti um criminoso apenas por pintar, subi por
uma das brechas do frontispício e reprimi choro com aquela esquizofrênica de falta de comunicação de tinta. Senti a falta
de palavras nos muros da cidade, senti falta dos sapos e gatos, das mulheres
negras pintadas nos muros. Ao chorar aquele lugar seco me vi com sede de beber
cor, procurei por uma gota de graffiti e não tinha, garganta seca de rachar
tudo, naquele jardim de cal cinza nem uma flor de spray nasceu, nada pra colher naquele lugar. A boca
seca de beber cor me incomodava, tomei um trago de água ardente pura, mas nem
pinga da boa era fácil de encontrar, o fungo colorido do graffiti que germinava
a todo pano nunca mais pousara naquela parede, não tinha mas graffiti na cidade
e só pelo fato de ninguém ter regado a planta ela secou, as borboletas sumiram e
nasceu no lugar dela um verdadeiro arco Iris sem a maioria das cores. Um vazio
da porra me abateu aquela hora, então sumi como tantos outros graffiteiros que por ali nem um continuara.
Ass julio
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